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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Uma Ceia Inesperada

Conto de Natal  - Uma Ceia Inesperada



 Ilustração: Lourenço, turma A, 1.º ano - EB de Pedreira 

Uma Ceia Inesperada

Numa noite gelada de dezembro, dois pobres cães vadios procuravam abrigo debaixo de uma grande árvore de Natal erguida no meio de uma praça, com uma vistosa iluminação que podia ser observada até do céu. Debaixo dos ramos da árvore e próximo do calor das lâmpadas fortes, eles conseguiam ter algum conforto, protegendo-se da chuva e do frio intenso.

Disse um dos cães para o companheiro:

— Há quanto tempo andas nesta vida?

— Desde o Verão passado. Os meus donos foram de férias e, como acharam que dava muito trabalho arranjar quem tomasse conta de mim, abandonaram-me. Foi assim que me tornei vadio, embora seja um cão de raça.

— Quer então dizer que é o primeiro Natal que passas na rua?

— Sim, é o primeiro. E tu?

— Para mim já é o terceiro. Eu não sou um cão de raça, sou um rafeiro, e tinha uma dona que gostava muito de mim. Eu era a sua única companhia. Um dia ela adoeceu e acabou por morrer.

— E o que foi que te aconteceu?

— Os filhos da minha dona não quiseram ficar com este encargo e puseram-me na rua. Já por cá ando há algum tempo, remexendo nos contentores, bebendo água das poças e das sarjetas e fugindo das camionetas da Câmara que trazem homens com redes para nos apanharem.

— Pois olha que eu ainda não me habituei a esta vida e nem sei se alguma vez me habituarei. Ainda estou muito zangado com os meus donos por me terem feito o que fizeram. Pareciam gostar muito de mim, gabavam-se muito da minha beleza e da minha raça, mas acabaram por me abandonar, dizendo aos filhos que alguém me roubou quando eu passeava sem trela.

— Já ouvi contar muitas histórias como a tua, e olha que cada vez há mais. As pessoas são egoístas e quando nos põem em casa não pensam nas responsabilidades que têm para connosco.

— Mas parece que com os gatos isso não acontece, e repara que eu não gosto nada de gatos.

— Estás enganado. Também há muitos gatos abandonados e há alturas em que nos podíamos entender, já que os nossos problemas são os mesmos quando se trata de abandono.

— Então e qual é o teu desejo para esta noite de Natal?

— Para dizer a verdade, o que eu desejava é que estas lâmpadas se transformassem em ossos saborosos e numa refeição quente. Se isso acontecesse, eu até era capaz de acreditar que há um céu para os cães.

Mal ele acabou de pronunciar estas palavras, caíram sobre eles vários ossos e duas latas de comida apetitosa. Ambos se refastelaram com a abundância e com a qualidade da refeição que iria marcar para sempre a memória que ambos guardariam daquela noite de Natal.

Certamente haverá quem diga que nunca as lâmpadas coloridas de uma árvore de rua se poderiam transformar em comida para cães abandonados. Mas também é verdade que os cães não costumam falar, e os desta história, para que nos lembremos sempre da solidão dos que são condenados a tornar-se vadios, falaram durante um bom bocado. Vale esta história para que não esqueçamos os que não têm teto, neste ou nos próximos Natais.


José Jorge Letria
A Árvore das Histórias de Natal
Porto, Ambar, 2006
adaptação

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Roteiro de Leitura – O Gigante Egoísta


O Gigante Egoísta - Livro - WOOKNum trabalho de articulação entre a Biblioteca Escolar e a professora titular, a turma do 4.º G da EB de Valença também realizou o Roteiro de Leitura relativo à obra: O Gigante Egoísta.
 Todos os alunos se esforçaram por realizar as tarefas. Aqui ficam alguns trabalhos.



Biblioteca Escolar   Roteiro de leitura: O Gigante Egoísta

Imagina e carateriza o Gigante Egoísta
Caraterísticas Físicas: gigante, velho, fraco, alto, cabeludo, gordinho, barbudo, forte, robusto.

Caraterísticas Psicológicas:  autoritário, egoísta, triste, raivoso, preocupado, solitário, antipático, arrependido, bondoso.




Biblioteca Escolar - O Gigante Egoísta      Para ajudar a arrumar a informação da história preenche a tabela que se segue.                                                                                    
Espaço
Tempo
Personagens
Elementos da Natureza
Sentimentos do Gigante
Antes
Depois
- jardim do Gigante
- castelo
- o cantinho mais distante do jardim

- todas as tardes
- certo dia
- Depois de 7 anos
- primavera
-inverno
-todos os dias
durante 3 horas
- certa manhã
-ao meio dia
- o dia inteiro
- à noite
- os anos passaram e depois
-certa manhã de inverno

- crianças
-Gigante
- menino pequeno

- relva
-jardim
-flores
-pessegueiros
- frutos
- árvores
- pássaros
-pintarroxo
-neve
-gelo
- flor
- Vento do norte
- granizo
- outono

- não gostava das crianças
-era egoísta
- Odiava o inverno
- o seu coração derreteu
- estava arrependido
- bondoso
- estava com saudades do menino
- sentia amor
- já não odiava o inverno

EB de Valença - Gabriel Lima, 4.º G


Biblioteca Escolar              Expressão Escrita
Elabora uma escrita cuidada imaginando e escrevendo outro final para esta história  
O Gigante Egoísta - Livro - WOOKO Gigante Egoísta
 Enquanto ia para o Paraíso, o Gigante perguntou ao menino:            
 - Como te chamas?
 - Eu chamo-me Jesus, e cuido dos Anjos. Tu agora também és um Anjo.
 Ao chegarem, o Gigante viu que o Paraíso era enorme, com muitas flores com pétalas de arco-íris, as árvores em volta também tinham as folhas de arco-íris, os troncos eram brancos e só havia paz. Lá os anjos voavam livremente e brincavam de todas as formas possíveis e de vez em quando iam à Terra ajudar as pessoas que precisavam de ajuda.
  O Gigante nunca deixou de ir ver as crianças que brincavam naquele jardim, ele tinha que matar as saudades.
 EB de Valença – Rafaela Pereira 4.º G
Ppt o gigante egoísta óscar wildeO Gigante Egoísta
O gigante tinha saudades do menino, que deixou de frequentar o seu lindo jardim.
 Entretanto os anos passaram, o Gigante foi envelhecendo sem que este aparecesse. Quando por fim o menino apareceu no seu jardim, ele ficou radiante. A alegria de o ver foi tão grande e a saudade era tanta que se sentiu mal. O menino ao vê-lo enfraquecido disse-lhe:
  - Não temas, vou levar-te para o meu jardim, vou cuidar de ti, como tu cuidas-te de mim. E assim foi, o Gigante Egoísta lado a lado com o seu menino foram para o seu lindo jardim, cheio de flores. Parecia o Paraíso! O Gigante nunca se esqueceu do jardim que deixou para trás e das crianças que lá brincavam. Lado a lado com o menino  especial viveram felizes para sempre e o Gigante tornou-se imortal.

                                EB de Valença - João Pedro Lopes 4º G

Biblioteca Escolar              Expressão Escrita
Elabora uma escrita cuidada imaginando e escrevendo outro final para esta história.
Visão | «O Gigante Egoísta», de Oscar WildeO Gigante Egoísta
   Um dia, quando o Gigante Egoísta estava quase a morrer, ele encontrou o menino que tanto procurava. Estava à beira de uma árvore dourada no seu jardim.
O Gigante tratou muito bem dele, mas o menino não era um menino qualquer, ele era um anjo. E disse-lhe:
- Com a bondade que tu tens vou conceder-te vida infinita. Tu serás o protetor de todas as crianças. Contigo nunca mais ninguém lhes fará mal.
A partir desse dia, o Gigante Egoísta passou a ser o protetor das crianças.

EB de Valença, Gabriel Lima – 4.º G