quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Promoção de leitura no jardim de infância reduz dificuldades no 1.º ano

O Politécnico do Porto desenvolveu um projeto com cerca de mil crianças de quatro agrupamentos escolares, verificando que as atividades de leitura no jardim de infância diminuem em 50% o risco de dificuldades de aprendizagem no primeiro ano escolar.
Este é o principal resultado obtido num projeto coordenado pelo Politécnico do Porto (PPorto), que avaliou a linguagem e a consciência cronológica de crianças que frequentavam o jardim de infância e o primeiro ano de quatro agrupamentos de escolas do município do Porto, envolvendo-as de seguida na intervenção CiiL (Centro de Investigação e Intervenção na Leitura).
O projeto, iniciado em 2015 e ainda em vigor, tem como objetivo prevenir "percursos de insucesso precoce na aprendizagem da leitura e da escrita", atuando no sentido de diminuir as dificuldades que as crianças possam transportar para o primeiro ano, explicou à Lusa a coordenadora Ana Sucena, professora do PPorto.
Das cerca de mil crianças, 331 foram avaliadas no jardim de infância, tendo todas participado na intervenção CiiL.
Concluído o jardim de infância, no início do primeiro de escolaridade, foram avaliadas 613 crianças, das quais 291 foram sinalizadas em risco de virem a experienciar dificuldades na aprendizagem da leitura, tendo estas ingressado na intervenção durante mais um ano.
Nesta etapa, foram consideradas a consciência fonémica (capacidade de ouvir, identificar e manipular os menores sons da fala, isso é, os fonemas) e as competências leitoras, "as mais fortes preditoras do sucesso e insucesso ao nível da aprendizagem", indicou Ana Sucena.
De acordo com a investigadora, os resultados obtidos até à data indicam que esta intervenção permitiu uma diminuição de 50% no número de crianças que, ao início do primeiro ano, ainda apresentavam fragilidade quanto às competências essenciais para poderem aprender a ler e escrever.
Uma "grande percentagem" das crianças, "que tinham tudo para ter um percurso de insucesso", acabam por ter um percurso inserido "naquilo que é o esperado", afirmou.
Nos casos que não apresentaram riscos, a intervenção cessou ao final do jardim de infância, entrando a criança no primeiro ano de escolaridade "com competências pré-leitoras adequadas a um percurso de sucesso educativo", disse a professora.
Para Ana Sucena, é importante sensibilizar os educadores de infância para a promoção da linguagem, dotando-os de atividades estruturadas e sistematizadas.
No primeiro ano escolar, continuou, importa também promover junto das crianças a consciência fonémica, trabalho que já devia vir parcialmente feito do jardim.
No entanto, "enquanto não houver um patamar mínimo de desenvolvimento para esta competência, dificilmente a criança avança na leitura e na escrita, ou não avança de todo", acrescentou.
Este projeto foi candidatado a um financiamento da Comissão Europeia através do programa Horizonte 2020 (H2020), numa parceira entre a Câmara Municipal do Porto e o PPorto, com apoio do Ministério da Educação, sob a forma de alocação de professores de primeiro ciclo.
Caso o financiamento seja aprovado, o projeto será mantido e alargará para todos os agrupamentos do município do Porto, durante os próximos três anos.
Lusa

quarta-feira, 20 de junho de 2018

A Família Vem à Escola.


A Biblioteca Escolar da EB de Valença,  agradece a presença da mãe do Martim e da mãe e tio da  da Bianca, do 1.ºB, pela sua participação numa sessão de dramatização, (A Carochinha e o João 
Ratão), no âmbito do projeto, A Família Vem à Escola.
















terça-feira, 12 de junho de 2018

Concurso Nacional de Leitura - Fase Final


A aluna Mariema Rodrigues Conde da EB de Ganfei foi apurada para a fase nacional do Concurso Nacional de Leitura. A aluna realizou uma prova escrita de pré-seleção que decorreu na biblioteca escolar. A prova disponibilizada num formulário, permitia avaliar a interpretação de um texto retirado da obra Todos p´ra mesa de Jorge Listopad, através da expressão escrita e respondendo à questão:         
E tu que farias com um livro em branco?

Aqui podemos ler o texto escrito pela aluna.

Com um livro em branco eu poderia desenhar lindas imagens e pintá-las com todas as cores do mundo! Ou então, seria eu própria a escrever um conto de fadas com cavaleiros e princesas, anões e gigantes e todas as outras personagens que existem em fantasias.
Nessa história, o meu objetivo era transmitir o gosto pela leitura à pessoa que o leria. O livro, pouco tempo depois de o escrever, iria para uma biblioteca para todos o conhecerem e poderem voar ou navegar pelo lindo mundo que se descobria em cada página.
Iríamos descobrir lindas praias cobertas pelo oceano, que desta vez seria cor-de-rosa. Nessas praias haveria palmeiras que, em vez de cocos, dariam algodão doce.
Mas o mais importante para mim seria que o livro fosse lido por todos e que todos o adorassem!
Que bom seria se eu pudesse, na realidade, escrever esse livro!
Já sei! Quando for grande vou ser escritora!
Mariema Conde -  4.º ano

No passado dia 10 de junho, A Mariema esteve a representar o 1.º ciclo do Agrupamento Muralhas do Minho na fase nacional do concurso que se realizou no Pombal.
Parabéns à Mariema pela sua excelente prestação no âmbito da leitura.
 Que no futuro continue boa leitora e se possível a conquistar prémios.






quarta-feira, 6 de junho de 2018

Roteiros de Leitura


Resultado de imagem para capa do livro o gigante egoistaResultado de imagem para capa do livro a maior flor do mundoNo âmbito da Educação Literária, com as turmas do 4.º ano, foram lidas e exploradas as obras: A Maior Flor do Mundo e o Gigante Egoísta.
Para um melhor conhecimento destas obras e num trabalho de articulação entre a biblioteca e a sala de aula, foram elaborados e aplicados Roteiros de Leitura.
Após uma leitura individual e coletiva, com exploração por parte da professora bibliotecária, os alunos realizaram as várias atividades propostas nos Roteiros, fichas de compreensão leitora, preenchimento de tabelas, recontos escritos e ilustrações.



Um menino que vivia numa aldeia, saiu do seu quintal e foi brincar junto ao rio.
Entusiasmado, aventurou-se demais e distraído afastou-se deste. Por onde passava, não havia ninguém, estava tudo silencioso.
Quando encontrou uma colina, em forma de tigela voltada e coberta de vegetação seca, resolveu subi-la, lá em cima encontrou uma flor triste e murcha, quase morta. Lá perto não havia água, só no rio e este estava tão longe!
Com pena da flor, o menino foi buscar água ao rio, encheu as mãos, o quanto pode e percorreu o longo caminho, muitas vezes, até os pés ficarem em sangue. Quando chegava à flor apenas transportava poucas gotas, mas ele não desistiu. A planta agradeceu e ficou de novo em pé.
O menino ficou tão cansado que adormeceu debaixo da flor e não apareceu em casa. Toda a família ficou preocupada e saiu à sua procura.
Já o sol se punha, quando todos viram ao longe, em cima da colina uma grande flor que ninguém se recordava. Correram para lá e encontraram o menino adormecido e protegido por uma pétala de várias cores.
A partir desse dia, todos o respeitaram pois praticou uma ação que provavelmente nem um adulto a faria. Sacrificou-se para salvar a flor.

Pedro Sousa – EB de Valença



A Maior Flor do Mundo

Numa aldeia havia um menino que um dia decidiu sair de casa e ir à descoberta.
Ele caminhou, caminhou até que subiu uma montanha e encontrou uma flor murcha e descaída. Então o menino resolveu salvar a flor. Observou à sua volta mas não havia nenhum lago nem rio.
Então lembrou-se de ir a um rio que estava um pouco longe dali. Foi até ele e com o concavo das mãos transportou água até á flor mas só caiam três gotas de cada vez e ele fez isso vinte vezes para lá e vinte vezes para cá. Até que a flor cresceu tanto e tanto que o menino, de cansado, deitou-se à beira dela e adormeceu.
A flor deixou cair uma pétala perfumada com as cores do arco íris para lhe servir de abrigo.
Os pais e os vizinhos preocupados foram á procura do menino e observaram uma grande flor que nunca tinham visto. Foram até ela e encontraram o menino. Levaram-no para casa e toda a gente o aplaudiu por ter feito uma coisa maior que o seu tamanho.
Ariana Álvaro – EB de Friestas










terça-feira, 5 de junho de 2018

Dia da Criança


Dia 5 de junho comemorou-se o Dia da Criança na Quinta do Santoinho para todos os alunos do Pré-escolar e 1.º ciclo do concelho de Valença.


Com muita música, alegria e diversão, aqui ficam alguns dos momentos registados.

















segunda-feira, 4 de junho de 2018

“Amigos Improváveis”

Hoje foi o dia da mãe do Francisco Sousa, da sala 1 do Pré-escolar da EB de Valença, vir à biblioteca da escola contar uma linda história: Amigos Improváveis.
Todos tiveram direito a uma máscara para ajudar a contar a história e que irá ficar na sala, para atividades futuras.
No fim houve ainda um chupa-chupa que fez a delícia de todos.


Fica registado um agradecimento pela colaboração prestada no âmbito deste projeto.




Promoção de leitura no jardim de infância reduz dificuldades no 1.º ano

O Politécnico do Porto desenvolveu um projeto com cerca de mil crianças de quatro agrupamentos escolares, verificando que as atividades de ...