terça-feira, 31 de março de 2020

O ratinho marinheiro


O ratinho marinheiro



















Também podes construir  o teu barquinho”.


Para isso precisas da casca de uma noz, uma rolha e papel colorido para fazeres uma vela.
Bom trabalho.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Os ovos misteriosos


Este ano não foi possível contar-vos esta magnifica história de Luísa Ducla Soares, mas deixo aqui um link que vos leva diretamente para uma excelente representação da mesma pelo
Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana.

Os ovos misteriosos



O pão dos outros


Remi está a conversar com a avó.
As 56 melhores imagens em cesto de pão | Cestos de pão, Riscos ...Gosta de a ouvir falar dos seus tempos de menina.
— Na minha aldeia, na Provença, pelo Ano Novo, no primeiro dia de janeiro, toda a gente oferecia uma prenda a toda a gente. Vê lá se és capaz de adivinhar o que seria.
Remi lança palpites:
— Comprar prendas para a aldeia inteira…  É preciso ter muito dinheiro. Quer dizer que as pessoas eram ricas?
A avó riu-se:
— Oh, não! Naquele tempo, tinha-se muito pouco dinheiro e ninguém na aldeia comprava prendas. Nem sequer havia lojas como há hoje.
— Então faziam as prendas?
— Não propriamente!
— Então como é que faziam?
— Era muito simples. Ora ouve…
Antigamente, cada família fazia o seu pão. Não havia água corrente nas casas. Então íamos buscá-la à fonte, no largo da aldeia.
E, no dia um de janeiro, de manhã muito cedo, a primeira pessoa que saía de casa, colocava um pão fresco no bordo da fonte, enquanto enchia a bilha de água. Quem chegava a seguir pegava no pão e punha outro no mesmo lugar para a pessoa seguinte, e assim por diante…
Desta forma, em todas as casas, se comia um pão fresco oferecido por outra pessoa. Nem sempre se sabia por quem, mas garanto-te que o pão nos parecia muito bom porque era como se fosse um presente de amizade.
As pessoas que estavam zangadas pensavam que talvez estivessem a comer o pão do seu inimigo e isso era uma espécie de reconciliação…
Durante alguns dias, esta história andou a martelar na cabeça de Remi.
Uma manhã, teve uma ideia.
Meteu no bolso uma fatia de pão de lavrador. É o pão que se come na casa de Remi.
E na escola, um pouco antes do recreio, Remi pousou o pão bem à vista, em cima da carteira de Filipe, o seu vizinho.
Filipe está sempre com fome e repete sem cessar a Remi:
— Oh! Que fome, que fome eu tenho! Bem comia agora qualquer coisa!
Quando Filipe viu a fatia de pão, que rica surpresa! Sabia muito bem quem lha tinha dado, mas fingiu que não sabia.
No recreio, todo contente, comeu o pão sem dizer nada a Remi, mas…
No dia seguinte, sabem o que é que Remi encontrou em cima da carteira, mesmo antes do recreio? … Um pedaço de cacete!
Um grande pedaço bem estaladiço! Um verdadeiro regalo!
Filipe ria-se.
E assim continuaram a dar um ao outro presentes de pão.
Na aula, a Carlota e a Sílvia estão sentadas logo atrás de Filipe e de Remi. Rapidamente souberam da história do pão e quiseram também participar nas surpresas.
No dia seguinte, Sílvia levou uma fatia de cacetinho e Carlota uma fatia de pão centeio.
Outras crianças quiseram participar nas prendas de pão.
Apareceu pão grosseiro, pão de noz, pão de sêmea, pão sem côdea, pão caseiro, pão fino, pão russo, negro e um pouco ácido, que Vladimir levou, pedaços de pão árabe, que a mãe de Ahmed cozera no forno, e ainda muitos outros tipos de pão.
Desta forma, quase toda a turma se pôs a trocar pedaços de pão durante o recreio.
A professora apercebeu-se das trocas e perguntou:
— Mas o que é que vocês estão aí a fazer?
Carlota e Remi contaram-lhe toda a história do pão dos outros.
E, logo após o recreio, o que é que estava em cima da secretária da professora? …um pedaço de pão!
Toda a classe tinha os olhos postos na professora. Ela sorriu e comeu o pão.
E, no domingo seguinte, quando Remi viu a avó, era ele que tinha uma história para lhe contar:
— Sabes, avó? Olha, na minha turma…
Michèle Lochak
Le pain des autres
Paris, Ed. Flammarion, 1980


sexta-feira, 27 de março de 2020

Ler com a biblioteca


Olá professores, alunos e respetivas famílias!
pensamentos | Frases leitura, Frases sobre livros, Frases ...
Nestes tempos difíceis, em que já estamos com saudades das nossas rotinas, vamos arranjar estratégias para encurtar a distância e tentar ultrapassar um pouco o isolamento.

Sabemos que a leitura será uma atividade importante para estes momentos e uma boa companhia, pois com as histórias podemos viajar sem sair do lugar.

Lembrem-se que: Boa leitura tristeza cura
Então, vamos deslocar a Biblioteca e o Cantinho da Leitura para o blogue da Biblioteca que muitos de vocês já conhecem.


Assim, periodicamente iremos publicar pequenas histórias/contos, … para que todos possam ler com prazer.
Através das educadoras e dos professores, serão enviadas algumas histórias em PowerPoint, solicitando o favor de estes encaminharem às famílias, de acordo com os meios de que dispõem.

Hoje foi enviada a História do Livro Ativo

https://pt.slideshare.net/guest8ee1c5a/histria-de-um-livro-activo

Fiquem todos bem, cuidem-se e até breve no blogue da biblioteca.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Livro Digital "Guerreiros da Saúde contra o Coronavírus"


Olá meninos e respetivas famílias!
Sabemos que devem estar com saudades da escola, dos professores e da biblioteca.
Para encurtar um pouco a distância e compreenderem melhor todos estes acontecimentos, deixamos como sugestão de leitura Guerreiros da saúde contra o Coronavírus

O livro encontra-se disponível através do website, em:



quarta-feira, 25 de março de 2020

Semana da Leitura


Durante a Semana da Leitura, a BE distribuiu a todas as turmas do 1.º ciclo do agrupamento, contos selecionados de acordo com os diferentes anos de escolaridade e as respetivas fichas de leitura.

Na EB de Friestas, a mãe de uma aluna da turma A leu e explorou a obra: O Lobo que queria dar a volta ao Mundo. Na companhia do lobo fizemos uma viagem maravilhosas pelas principais cidades do mundo. No final, a mãe surpreendeu-nos com um bolo para todos confraternizarem. Os nossos agradecimentos à D. Sofia por estes bonitos momentos de partilha.

Na EB de Valença, foi dinamizado o Cantinho da Leitura, um espaço no átrio da escola onde os alunos, durante os intervalos se organizam autonomamente, de acordo com algumas regras pré-definidas, onde se disponibilizam livros e revistas para leitura informal. Desde logo, este espaço  passou a ter sempre a lotação máxima.
Frases apelativas no Cantinho da Leitura
Ler e escrever ajuda-nos a crescer
Ler é prazer e vontade de aprender
A leitura faz a pessoa madura
A leitura aumenta a sabedoria
Quem muito lê muito aprende
Quem faz muita leitura, tem muita cultura
Quem consegue ler e escrever tem todo o poder
Ser inteligente é ler diariamente











segunda-feira, 9 de março de 2020

Semana da Leitura

                  Semana da Leitura


    Resultado de imagem para cartaz semana da leitura 2020 tema

Objetivos

§ Promover o gosto pela leitura, sublinhando as dimensões do prazer e da festa.

§Tornar visível a leitura e a escrita, na comunidade escolar.

§ Estimular a imaginação articulando a palavra, a leitura, as ciências e as artes.

§ Envolver as famílias e as comunidades em atividades de leitura.

Atividades

· Contos para leitura, em sala de aula, acompanhados de ficha de leitura.

     1.º anoAdivinha quanto gosto de ti de Sam McBratney.       

     2.º anoO pai que se tornou mãe da obra: Estranhões e Bizarrocos de José Eduardo Agualusa.

     3.º anoBolacha Maria: Trinta por uma Linha de António Torrado.

     4.º anoO Beijo da Palavrinha de Mia Couto.

 · Pré-escolar - Leitura da obra: Perigoso!

 · Sessões de Leitura com a autora Carla Maia (alunos do 3.º e 4. ano).

 · Sessões de Leitura com o autor David Machado (EB de Pedreira, Real e Vilar de Lamas).

 · Elaboração e distribuição de boletins informativos para entrega aos encarregados de educação (a entregar futuramente).

 · Visitas de estudo ao Património Local (Turmas do 3.º ano).

 · Convite às famílias para leitura ao grupo/turma (Pré-escolar, 1.º e 2.º ano).

 · Dinamização do Cantinho da Leitura no espaço escolar.

 · Elaboração de marcadores de livros para uso na requisição de obras da BE.

 · Dez minutos de leitura, no início de cada aula em todas as turmas/salas. (Um poema, um conto, uma história, uma notícia, …)
              

domingo, 8 de março de 2020

O Rato Romeu e a Coruja Julieta

A turma do 4.º G da EB de Valença, com a colaboração da professora titular e o professor de apoio educativo, elaborou a história: O Rato Romeu e a Coruja Julieta com a qual  participou  no concurso Correntes d´ Escrita que decorreu de 15 a 23 de fevereiro na Povoa do Varzim.


Era no campo, num canto escondido de uma casa de quinta, numa caixa de cartão, que viviam duas ratazanas, Pedro e Inês, desenvoltas e bem instaladas na vida. À sua mercê, tinham o que roer em abundância: batatas, bolbos de dálias, nabos, diversas frutas que por ali alguém ia guardando. Cuidadosas, para não serem detetadas e perseguidas, bastavam-se com os alimentos que caíam das caixas, das partes que não apodreciam.
Pedro e Inês tinham apenas um filho, o que é estranho numa família de ratazanas, a quem chamavam, intencionalmente, Romeu: esta era uma família de ratazanas com gosto pelo conhecimento e pela leitura de clássicos. Romeu era um jovem rato, inquieto e sonhador, como todos os jovens. Muito inteligente, a Romeu não bastavam os sonhos pequenos: queria deixar de viver numa caixa de cartão e ser arquiteto. Mas Romeu tinha sido apanhado numa ratoeira quando criança, atraído por um belo pedaço de queijo e perdera uma pata. Tentações! Pedro e Inês, depois da comoção, dedicaram a sua vida a apoiar, para tudo e para sempre, o seu azarado e muito amado filho. Romeu sentia que, para se ir de casa paterna e estudar arquitetura, precisava de um modo de se fazer transportar sem ajudas de ninguém ou quase ninguém. Assim
queria, mas não imaginava como o conseguir.
A sua deficiência era inversa ao seu enorme desejo de ser feliz e alcançar o que talvez nenhum outro rato ou ratazana tivessem alguma vez sonhado em conseguir. Dos seus planos de vida fazia parte construir casas, “arquiteturratar”, como ele dizia, para afastar a compaixão dos outros e mostrar como até dos piores e pessoais males um honesto rato se pode rir.
É de crer que o destino simpatizasse com Romeu, que acreditava no acaso, porque um episódio, um acontecimento, se deu em tão boa hora, que fez Romeu aproximar-se do seu sonho principal, como meta para a vida.
Uma noite, Romeu aventurou-se no escuro do campo, sem nada mais querer que ver estrelas e sentir cheiros. De repente, viu-se perseguido por uma coruja que por ali andava.
A coruja, certa de uma vitória sobre o engodo e Romeu, fugindo em três patas, ficaram frente a frente. Os dois coraçõezinhos batiam apressadamente, um excitado, outro aterrorizado.
Romeu parou. A coruja parou. Observaram-se.
Com os seus olhos inquietos, a coruja viu o medo nos de Romeu e, como num milagre de Natal, apiedou-se com a fragilidade do pequeno rato.
Romeu arriscou e pediu: “- Não me faças mal.”
E, de um modo atrapalhado, contou toda a sua desdita, exagerando aqui e ali, para merecer o favor da salvação.
Apresentaram-se:
“- Eu sou o rato Romeu.”
“- Eu não tenho nome. Nunca ninguém me deu um. Mas, se és Romeu, eu passo a ser, para ti, Julieta.”
De verdade, Julieta era uma coruja jovem e sozinha e, neste momento da sua vida, precisava mais de um amigo que de um prato de comida.
E então conversaram. A noite, bonita e morna, deixou-os ali durante três horas, para os ouvir também, até que adormeceu quando chegou o sol.
E então, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, e tu e eu, e eu e tu, o que foi, o que será... E eu quero deixar de viver numa caixa de cartão e quero ser arquiteto e quero ir para a faculdade e não sei como...
...e eu queria ter nascido águia para voar mais alto e sempre quis ter um amigo e mais isto e mais aquilo e eu levo-te todos os dias à faculdade e vais ser arquiteto e depois vou querer morar contigo...
“- Combinado!”
“- Combinado!”
Como todas as histórias clássicas, a de Pedro e Inês ou a história clássica de Romeu e Julieta, a história sobre este Romeu e esta Julieta vai ajudar a adormecer muitas crianças, tal como ajudou a adormecer aquela noite silenciosa e ouvinte em que um rato e uma coruja inventaram uma amizade pouco provável. Sempre que alguém como o rato Romeu e alguém com frente a frente. Os dois coraçõezinhos batiam apressadamente, um excitado, outro aterrorizado.
Romeu parou. A coruja parou. Observaram-se. Com os seus olhos inquietos, a coruja viu o medo nos de Romeu e, como num milagre de Natal, apiedou-se com a fragilidade do pequeno rato.
Romeu arriscou e pediu: “- Não me faças mal.”
E, de um modo atrapalhado, contou toda a sua desdita, exagerando aqui e ali, para merecer o favor da salvação.
Apresentaram-se:
“- Eu sou o rato Romeu.”
“- Eu não tenho nome. Nunca ninguém me deu um. Mas, se és Romeu, eu passo a ser, para ti, Julieta.”
De verdade, Julieta era uma coruja jovem e sozinha e, neste momento da sua vida, precisava mais de um amigo que de um prato de comida.
E então conversaram. A noite, bonita e morna, deixou-os ali durante três horas, para os ouvir também, até que adormeceu quando chegou o sol.
E então, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, e tu e eu, e eu e tu, o que foi, o que será...
E eu quero deixar de viver numa caixa de cartão e quero ser arquiteto e quero ir para a faculdade e não sei como...
...e eu queria ter nascido águia para voar mais alto e sempre quis ter um amigo e mais isto e mais aquilo e eu levo-te todos os dias à faculdade e vais ser arquiteto e depois vou querer morar contigo...
“- Combinado!”
“- Combinado!”
Como todas as histórias clássicas, a de Pedro e Inês ou a história clássica de Romeu e Julieta, a história sobre este Romeu e esta Julieta vai ajudar a adormecer muitas crianças, tal como ajudou a adormecer aquela noite silenciosa e ouvinte em que um rato e uma coruja inventaram uma amizade pouco provável. Sempre que alguém como o rato Romeu e alguém como a coruja Julieta se conhecer, a magia do amor pode acontecer.

Alunos da EB de Valença, 4.º G





segunda-feira, 2 de março de 2020

A Formiga Horripilante / O Peixinho Arco-íris

Na Biblioteca Escolar da EB de Valença continuamos a ter a nossa biblioteca cheia,  cheia de crianças leitoras, cheia de imaginação e fantasia, por isso sabemos, que também os nossos corações estão repletos de afetos.



















domingo, 23 de fevereiro de 2020

A maior flor do mundo

Resultado de imagem para capa do livro a maior flor do mundoNum trabalho de articulação entre a Biblioteca Escolar e a sala de aula, com os alunos do 4.º ano, foi lida e explorada a obra: A maior flor do mundo de José Saramago e foi aplicado um roteiro de leitura. 
Os alunos realizaram as várias tarefas propostas com bastante motivação.
Aqui podemos visualizar alguns dos trabalhos de escrita e ilustração realizados pelos alunos do 4.º ano da EB de Friestas.

A maior flor do mundo

O nosso menino da história saiu pelo fundo do quintal e, de árvore em árvore, a saltar como um pintassilgo, desceu o rio e foi por ele abaixo numa vagarosa brincadeira.
A certa altura chegou ao limite das terras até onde se aventurara sozinho. Ele gostava de aventuras mas fez uma pequena pergunta a si próprio:
Vou ou não vou?
E decidiu ir.
O menino viu ao longe uma flor caída e aproximou-se para ver melhor, realmente estava murcha. Mas lá em cima nem pinga de água, só lá em baixo, no rio.  Então, o menino quis salvar a flor e foi vinte vezes ao rio mas só trazia três gotas de cada vez.
O menino começou a ficar cansado e adormeceu debaixo da flor, esta deixou cair uma pétala colorida e perfumada por cima dele.
Os pais já estavam a ficar preocupados e foram todos à procura do menino mas não o encontravam. Ao longe, viram uma flor enorme que ninguém se lembrava que estivesse ali.
Todos em carreira, subiram a colina e quando lá chegaram viram o menino adormecido debaixo de uma pétala com as cores do arco íris.
Quando depois o menino passava pelas ruas, as pessoas diziam que ele saira da aldeia para ir fazer uma coisa que era maior do que o seu tamanho e do que todos os tamanhos.

Inês Lourenço – EB de Friestas, 4.º ano